Guaxinim é resgatado pelo Batalhão de Polícia Ambiental/AL em Colônia Leopoldina
O animal, com extensas e sérias lesões no corpo, estava com fome e sentindo muita dor. Recebeu carinho e comida ali mesmo, numa residência urbana, até a chegada do BPA da PM/AL.
O que aconteceu
Um guaxinim, também chamado de jaguacinim (Procionídeos), surpreendeu os moradores da Rua Padre Francisco, na última terça-feira. A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada, pois ninguém conseguia identificar a espécie do animal. Segundo o guarda municipal Augusto, “de imediato foi feito o contato com as autoridades competentes para que o animal fosse resgatado com total segurança”.
Representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente orientou a população. Quem prestou os esclarecimentos foi o guarda ambiental Devison Marques. Ele pediu que em situações como essa a população entrasse em contato com os órgãos competentes e que não maltratasse o animal, que provavelmente se tratava de um cachorro-vinagre, devendo zelar pela vida dele. Devison ainda afirmou que pelas queimaduras, o animal escapou de uma queimada, provavelmente de cana de açúcar, comum na região nessa época. O IBAMA, segundo relato de Laura Ribeiro, identificou o animal como um guaxinim.
O jaguacinim foi localizado na residência da sogra de Marcelo Moreira, que também é militar. Ele que fez os contatos iniciais ao BPA/AL e ao GCM. Também entrou em contato com a ONG Anjos de Patas. Marcelo disse que estava saindo de casa e foi informado de que um “bicho” entrou em sua casa. “Foi quando escutei os familiares gritando dentro de casa”. Procurou o animal e não encontrou, pois já estava na casa vizinha, onde mora a sogra de Marcelo.

O animal apresentava profundas lesões na pele
O guaxinim apresentava queimaduras por todo o corpo. Se podia sentir o odor dos ferimentos e ele estava com muita fome. De acordo com Laura Ribeiro, CEO da ONG Anjos de Patas, os proprietários da casa onde o animal foi encontrado agiram corretamente, protegendo, acolhendo e alimentando, sendo que ele não oferecia perigo nenhum. Elogiou a família, que de imediato entrou em contato com os órgãos competentes, protegendo o animal até a chegada do BPA/AL.
Não se pode ainda afirmar com certeza que as lesões no corpo do guaxinim resgatado tenham a sua origem em queimaduras causadas por incêndios em partidos de cana de açúcar. Todavia, segundo militares do BPA/AL tudo indica que as lesões na pela do animal são decorrentes de fuga de queimadas em plantações de cana. A região do Vale do Jacuípe se encontra no período de corte da cana de açúcar, onde incêndios em plantações são comuns.
O caso do guaxinim da Rua Padre Francisco, provavelmente lesionado por queimaduras por fogo em plantações de cana, estimula o debate sobre a degradação ambiental. Anualmente, diversas espécies de animais, como cobras, pássaros, caninos, dentre outros, morrem queimados em incêndios em partidos de cana de açúcar.
O alerta da ONG Anjos de Patas
Laura Ribeiro alertou para os cuidados com animais selvagens, pedindo que não maltratem eles. Ela ainda disse que qualquer ato que comprometa a vida e a segurança de animais silvestres é passível de representação criminal. A responsável pela Anjos de Patas deu o exemplo do gambá (cassaco), que é comum a população maltratar a espécie, sem compreender da sua importância para o meio ambiente.
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