Após cobrança de Cabo Bebeto, Verde Alagoas e CASAL respondem sobre crise hídrica em Colônia Leopoldina
Cabo Bebeto se mostrou preocupado pelo constante desabastecimento de água em Colônia Leopoldina
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL/AL) solicitou esclarecimentos à Verde Alagoas sobre o desabastecimento que vem afetando famílias de Colônia Leopoldina.
No ofício, o parlamentar questionou as causas do problema, a previsão de normalização do serviço e as medidas emergenciais adotadas para minimizar os impactos à população.
Em resposta, a concessionária informou que, conforme o contrato de concessão, a captação e o tratamento da água no município são de responsabilidade da Companhia de Abastecimento de Água de Alagoas (CASAL), cabendo à Verde Alagoas apenas a distribuição da água já tratada.
A empresa destacou ainda que, no fim de março, as fortes chuvas na região afetaram a qualidade da água dos rios Canto Escuro e São Pedro, mananciais que abastecem a Estação de Tratamento de Água (ETA) operada pela CASAL.
Segundo a concessionária, o aumento da turbidez — indicador da presença de partículas como argila, matéria orgânica e microrganismos — tem dificultado o processo de tratamento. O problema se intensifica durante períodos chuvosos, quando o aumento do volume dos mananciais provoca maior arraste de sedimentos, comprometendo a qualidade da água captada e, consequentemente, o abastecimento.
No final de março a CASAL constatou a permanência de condições inadequadas na água bruta, sem melhoria nos parâmetros necessários para a retomada do tratamento. Diante disso, a companhia informou que o sistema permaneceria sem operação regular.
Com o objetivo de mitigar o desabastecimento, a Verde Alagoas passou a distribuir água por meio de carros-pipa. A empresa ainda enfatizou em sua resposta que foram registradas recusas de moradores em receber água por caminhões-pipa, assim como as consequências nesse serviço alternativo por conta da interdição da rodovia BR-416 pela população.
A Verde Alagoas ainda informou que iniciou a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no município, o que vai permitir uma operação mais eficiente e segura em períodos chuvosos. Por fim, a empresa diz que já realizou investimentos no valor de R$ 9 milhões e intervenções na infraestrutura de distribuição.
A CASAL, por sua vez, respondeu ao deputado Cabo Bebeto informando que a interrupção do sistema foi provocada por fortes chuvas nas áreas de captação, e que as precipitações elevaram de forma súbita a turbidez e a carga orgânica da água bruta nos mananciais, atingindo níveis acima da capacidade de tratamento da Estação de Tratamento de Água (ETA).
Em cumprimento à Portaria GM/MS nº 888/2021, que define os padrões de potabilidade para consumo humano, a gerência responsável optou pela paralisação técnica do tratamento da água captada, evitando a distribuição de água fora dos padrões de qualidade, garantindo a segurança sanitária da população.
A normalização do abastecimento ocorreu com a melhora das condições ambientais dos mananciais – redução da turbidez na água captada – permitindo o retorno da operação da ETA. Destacou ainda que durante a paralização do tratamento da água captada, ocorreram monitoramento técnico e contínuo em regime de plantão de 24 horas, ações operacionais de recuperação e articulação com a distribuidora.
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